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 julho 20

by Aurelia Guilherme

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 40% da população mundial apresenta mau hálito. Os portadores desse mal, que quase sempre não notam o mau cheiro. São pessoas que passam por grandes constrangimentos, quando percebem a repulsa de quem está por perto.Mau hálito, com a Cirurgiã Dentista Karyne Magalhães | Saúde | Boa Vida Online

É preciso enfrentar o mau hálito de frente para evitar consequências sociais, econômicas morais e psico afetivas sérias. Três perguntas sobre Mau hálito para a Cirurgiã Dentista Karyne Magalhães, profissional qualificada no diagnóstico e tratamento do mau hálito e das disfunções salivares:

Mau hálito, com a Cirurgiã Dentista Karyne Magalhães | Saúde | Boa Vida Online
Dra. Karyne Magalhães, Cirurgiã Dentista, CRO-GO 7954

Aurélia Guilherme – De onde vem o mau hálito?

Dra. Karyne Magalhães – Ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre a Halitose (mau hálito) está relacionada às condições precárias de higiene bucal ou problemas gástricos. Em 90% dos casos, ela está associada à boca. Uma das maiores causas desse mal é a baixa salivação ou a qualidade alterada da saliva, que compromete a “lavagem” bucal. Isso propicia a cárie, as doenças periodontais (gengiva e osso), aumenta o tempo de cicatrização das feridas da boca e dos procedimentos cirúrgicos. Além disso, há uma maior tendência de formação de cáseos amigdalianos, saburra lingual e descamação da mucosa da boca.

Já a  halitose proveniente do organismo, considerada sistêmica, pode ocorrer por processos como hipo e hipertireodismo, síndrome de Sjogren, diabetes, estados febris, alterações intestinais, hepáticas, hormonais, alcoolismo, câncer ou qualquer outra doença que provoque alguma alteração tecidual, como por exemplo, a necrose tecidual (morte tecidual). São mais de 60 causas.

Aurélia Guilherme – Há como medir o grau da halitose?

Dra. Karyne Magalhães – Sim. Os exames são realizados no consultório do cirurgião dentista capacitado no diagnóstico e tratamento do mau hálito. São realizados três exames. O primeiro pela saliva, que avalia a qualidade e a quantidade salivar em repouso e em estímulo. O segundo exame é considerado “Padrão Ouro” e avalia o ar expirado pela boca, nariz e pulmões através do olfato. Existe ainda a Halitometria, em que é utilizado um monitor portátil, sensível aos compostos sulfurados voláteis que são expirados também pela boca, pulmão e nariz. A Halitose pode ser classificada ainda por ausência de odor, odor natural da boca, Halitose da Intimidade, Halitose do Interlocutor e a Halitose Social. Essa última é a que mais “ofende” o olfato humano.

BAurélia Guilherme – É possível prevenir e tratar a halitose?

Dra. Karyne Magalhães – Como uma das principais causas da halitose é a baixa salivação, melhor dica é a ingestão adequada de água, já que a saliva está composta por 99% da mesma. Para adultos, recomendamos 2,7 litros e para crianças até 2 litros. Mas não adianta se “afogar” em água, se o problema não for o baixo consumo. É preciso estimular as glândulas salivares através da alimentação rica em frutas, verduras e legumes, praticar exercícios físicos para amenizar o estresse, não utilizar medicamentos sem prescrição médica ou odontológica, fazer check up médico todos os anos e consultar o dentista duas vezes ao ano, lembrando que o tratamento multidisciplinar médico-dentista é de extrema importância!

Para glândulas salivares o tratamento pode passar pela laserterapia, eletroestimulação e fisioterapia. Cárie, gengivites, próteses mal adaptadas, restaurações fraturadas, fístulas, alterações morfológicas e outras são tratadas no dentista. Doenças sistêmicas são encaminhadas ao médico. Mau hálito tem tratamento e o mais importante é buscar ajuda antes que isso traga transtornos emocionais, psíquicos e sociais.

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