fevereiro 24

by Aurelia Guilherme

Imagine um exame capaz de analisar, minuciosamente, a atividade elétrica do coração e localizar, com precisão, a origem das arritmias cardíacas? Assim é o Estudo Eletrofisiológico, assunto dessa entrevista:

Estudo Eletrofisiológico

1 – O que é Estudo Eletrofisiológico?

O Estudo Eletrofisiológico é um método de diagnóstico invasivo das propriedades elétricas e condutoras do coração. Durante o procedimento, o cardiologista intervencionista capta e analisa os potenciais elétricos intracardíacos, além de estimular o coração. Se trata de uma estimulação cardíaca programada (contínua ou com extra-estímulos) que permite detectar a presença de determinados tipos de arritmias que não foram demonstradas através de métodos não invasivos, como o Holter, por exemplo.

2 – Como é realizado o exame?
Durante o Estudo Eletrofisiológico, realizado sob anestesia local e sedação, são puncionadas veias mais profundas, como a veia femoral direita, ou ainda a jugular interna direita, por onde são introduzidos dois ou mais cateteres – eletrodos, direcionados com o auxílio de um aparelho especial de Raios-X, capaz de gerar imagem em tempo real, até alcançar as cavidades cardíacas. Assim é possível mapear e estimular algumas regiões do coração permitindo o diagnóstico de possíveis alterações que levam a arritmias.

3 – Quando o Estudo Eletrofisiológico é indicado?
Quando o paciente apresentar sintomas ou complicações decorrentes de arritmia cardíaca, demonstrada ou não através dos exames convencionais, como o Holter, visando o tratamento mais adequado.

4 – Quem realiza o procedimento?
O procedimento deve ser realizado por um Cardiologista Intervencionista, especialista em Arritmologia.

5 – O que acontece depois do exame?
Depois de finalizado o Estudo Eletrofisiológico, os cateteres são removidos e o curativo é realizado após a compressão manual, de 15 a 20 minutos no local da punção. Logo após, o paciente é encaminhado para a sala de recuperação, onde deverá permanecer em repouso de quatro a seis horas. Durante esse período de recuperação, parâmetros como frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial são monitorizadas para controle das funções vitais do paciente.

Passado o período do repouso, o paciente recebe as devidas orientações e é liberado para sua residência, acompanhado de um responsável. Instruções sobre medicações, dieta e atividades diárias serão repassadas no momento da alta hospitalar pelo cardiologista intervencionista e devem ser seguidas à risca pelo paciente.

Na maioria dos casos, este procedimento dura em média 30 minutos. Entretanto, deve-se considerar o tempo de preparo e de repouso. Por isso, é importante que o paciente disponibilize de cinco a nove horas do seu dia para realizar este exame.

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